Tradução e adaptação: The Fosters Brasil
Escrita por: Nick Roman
Aqui está mais uma resenha traduzida pela equipe The Fosters Brasil. O Quarto episódio da Terceira Temporada de The Fosters foi um dos melhores episódio de toda a série, seja por sua carga dramática, seja pela discussão sobre temas como o racismo e a mudança de gênero.
A Família Fosters tem lidado com problemas pesados, mas raramente de uma só vez. “More Than Words” é um episódio cheio de carga dramática sobre suas personagens, que, aliás, é um ponto positivo, uma vez que muitas séries começam suas temporadas com bastante calma, ao contrário de The Fosters.
Claro, esta abordagem não está livre dos seus
próprios problemas. A ameaça de um relacionamento entre Callie (Maia Mitchell) e AJ (Tom Williamson) paira no ar nos momentos finais do
episódio e isso não seria tão problemático se o episódio em si não fizesse questão
de deixar claro que Callie precisa de um tempo para si mesma. Ao rejeitar o
ex-companheiro da “Girls United”, Cole (o maravilhoso Tom Phelan), Callie
afirma: " Eu deveria namorar cada indivíduo solteiro que eu conheço?"
Ela disse isso em resposta à acusação amarga de Cole de que ela não o vê como
um homem, e ela está certa ao dizer isso, pois a sua acusação era injusta. E,
no entanto, ela imediatamente segue com: "Você sabe do que eu realmente não
preciso agora? É um namorado”. A lei de séries de drama, basicamente, decreta que
qualquer um que diz que esta frase está nada menos do que dois episódios de
distância de um relacionamento, e enquanto eu adoraria estar errado sobre isso,
o show já está lançando as bases para um triângulo amoroso inevitável, como pelo
fato de Callie se sentir lisonjeada por saber que AJ sentiu ciúmes ao vê-la
indo ao baile LGBTQ com Cole. E no meio de tudo isso está Brandon (David
Lambert), que não confia AJ nem um pouco, devido, em grande parte, ao fato dele
ter pegado o novo irmão mexendo em suas coisas quando este foi devolver a bola
autografada que havia pegado. É tudo um pouco precipitado, pôr um drama
romântico em um enredo que realmente não precisa dele. Meu problema com o potencial
relacionamento não tem nada a ver com o AJ, mas sim pelo fato de que Callie
está no processo de estabelecer sua independência. Claro, Callie nunca teve
dois namorados, mas parece que ela sempre os teve. Dito isto, eu estou
condenando a história cedo demais, considerando que AJ e Callie realmente não
tenham feito nada ainda, nem que Brandon tenha corado com seu ciúme, nem mesmo qualquer
indicação de que os sentimentos de AJ são retribuídos. Mas eu estou inquieto em
relação a isso.

Mas ignorando tudo isso, este foi um episódio
maravilhoso por variedade de razões. Ou seja, o baile LGBT que serve como peça
importante para o conjunto do episódio. A história mais envolvente da semana
gira em torno de Jude (Hayden Byerly) e Connor (Gavin MacIntosh) e isso é
porque o conflito entre os dois é imediatamente compreensível. Nem Jude, nem
Connor estão errados na maneira como que eles agem, mas tudo se resume a uma
diferença de como a identidade é percebida e projetada. Cole convida Jude,
Connor e Callie a um baile LGBT que ele ajudou a organizar, e quando chegam lá,
Connor e Jude são recebidos com um monte de perguntas dos participantes
curiosos por suas orientações sexuais. Connor não tem problemas em dizer que é
gay, enquanto Jude luta, dizendo: "Eu sou apenas Jude." Por um lado,
eu posso entender porque Connor veria a relutância de Jude como uma dúvida
sobre seu relacionamento, especialmente porque ele é incerto sobre a ideia de
navegar nessas águas, sozinho. Pior, um dos rapazes no baile começa a alimentar
Connor com ideias sobre como Jude não quer se comprometer, uma vez que ele não
está disposto a colocar um rótulo sobre sua sexualidade. Em muitos aspectos, é
fácil ver porque Connor ficaria chateado, e porque ele iria duvidar de Jude.
Por outro lado, eu sinto que Jude está completamente dentro de seus direitos em
rejeitar as tentativas de outras pessoas de rotulá-lo. Por que ele precisa
declarar "Eu sou Jude e eu sou gay", como se ele estivesse em um
grupo de apoio? Ele não pode simplesmente apresentar-se como Jude? Ele não pode
simplesmente ser uma pessoa em primeiro lugar, e não um rótulo?

Jude não parece estar questionando seu relacionamento com Connor tanto como ele está questionando as implicações sociais. O irmão de Callie quer estar com Connor, sem nada mudar, sem ter que receber um rótulo ou símbolo próprio. E ainda, como Cole explica a Jude, não há poder em etiquetas. Se Jude está confiante em quem ele é, então, o rótulo não deve ser um problema, uma vez que o rótulo por si só não irá mudá-lo. É uma das cenas mais poderosas do episódio, e, realmente, o que proporcionou isso foi um enredo fantástico e um trabalho muito bom dos atores, uma vez que proporcionam uma grande qualidade a este conto que nos faz ver a história de forma mais honesta e real. MacIntosh muda de repente de um adolescente confiante para um jovem com a confiança abalada. Ele está acostumado a ser o popular, bem-gostado, carismático, mas agora ele está essencialmente tendo que começar de novo, a partir do zero, e mostra o quanto ele é incerto quando está longe de Jude. Byerly, enquanto isso, retrata um Jude que ainda está tentando entender o que significa a sua identidade sexual, e se ele estará dando a sua própria individualidade, abraçando seu parceiro . E tem Phelan, como Cole, que está lidando com a transição para um gênero diferente, e descobrindo que ainda tem um longo caminho a percorrer, mesmo apesar das críticas, ele está aceitando a sociedade atual. É um trio de sutis performances envolventes que ajudou o enredo "Jonnor" a continuar a florescer. Houve, no episódio, muitos momentos bonitos entre o casal, como Jude começar de novo com Connor ("Eu sou Jude e eu sou gay.") e a partilha de uma dança lenta juntos sobre uma cobertura particularmente linda de "I Wanna Dance With Somebody "por Matt Alber.

Mas passado esse
momento adorável, havia muita tensão. Lena (Sherri Saum) está se preparando
para a visita de sua mãe (Lorraine Toussaint), seu padrasto e seu meio-irmão,
Nate. No entanto, Lena é atormentada pela ansiedade sobre o fato de que Nate
nunca pediu desculpas por um incidente que ocorrera não ano passado entre os
dois. Pior é a quando Lena percebe que sua mãe parece não querer resolver o
problema. É uma vitrine fantástica para Saum e Toussaint, que realmente fez a
relação mãe-filha ser forte neste episódio. À medida que assistimos ao episódio,
percebe-se que a mãe de Lena não queria abordar o possível racismo de Nate, por
causa do medo de que seu marido nunca fosse perdoar seu filho. Nate, em meio a uma
discussão, chora e acusa seu pai de sempre apoiar Lena e sua mãe, talvez
revelando a verdadeira raiz do problema. Eu não acho que Nate seja racista, e
eu não tenho certeza se o intuito era parecer isso. Ele é simplesmente amargo
de uma forma que é destrutiva. Portanto, isto não é muito melhor, mas fornece uma
nova visão sobre a raiz do conflito e permite uma resolução mais catártica.
Claro, a relação entre Nate e padrasto de Lena pode ser irreparável, mas era
importante, para Lena e sua mãe resolver a situação, a fim de que seu próprio
relacionamento possa se recuperar. É uma grande história, e fez o episódio
torna-se muito mais forte.
Sim, Brandon é expulso de Idyllwild ao longo
de um plano estúpido, na qual ele apresenta um trabalho obscuro de Bach como se
fosse seu, a fim de provar a seus instrutores que Kat vai dizer que é uma
porcaria, mesmo sendo o trabalho de um gênio aclamado como Bach. Aos dois é
dada uma última chance: se qualquer um dos outros no programa voluntariar-se a os
ajudarem, eles poderão ficar. Se não, Brandon e Kat devem sair. E, com certeza,
tanto Brandon quanto Kat estragaram suas chances com os colegas por causa de
suas atitudes ruins. Por conseguinte, Brandon volta para casa num acesso de
raiva. Apenas Callie sabe a verdade, mas eu duvido que isso vá ficar assim por muito tempo. Idem o
segredo que Mariana (Cierra Ramírez) vem mantendo de Mat (Jordan Rodrigues) e
Callie.
Por um lado, é uma espécie de injustiça que Mariana não tenha que lidar
com as consequências de ter dormido com Wyatt (Alex Saxon), em vez de decidir
romper com Mat para impedi-lo de sofrer mais tarde. Ela acredita que Mat veio voltou
apenas para fazer sexo com ela e, em seguida, voltar à turnê. Turnê que, por
sinal, acaba de ser prorrogada para durar todo o verão. Por outro lado, é
difícil dizer Mariana que não está lidando com as consequências de sua
brincadeira com Wyatt, pois ela está vivendo com a culpa todos os dias e com a
sombra do segredo que paira sobre seu relacionamento com Callie, que é,
provavelmente, muito mais importante para ela do que a relação com Mat, depois
de tudo. Então, Mariana não está ficando impune. E mesmo que estivesse, não é
como se fosse algo que ela precisasse ser condenada por isso. Ela cometeu um
erro. Todos nós cometemos erros. Mas a medida da maturidade de uma pessoa está
em como ela lida com os erros - ou, como alternativa, como ela aprende com
eles. Eu sinto que Mariana ainda está na fase de "aprendizagem" deste
erro, uma vez que ela tenta descobrir como seguir em frente. Além disso, é interessante
ver como ela concilia suas ações com a necessidade de seguir em frente com sua
vida.
"More Than Words" é o meu episódio
favorito da temporada até agora. É rico em profundidade e repleto de grandes
atuações, e, embora existam algumas direções da história com as quais eu fique
nervoso, este episódio foi o que mais me animou nesta temporada de The Fosters
do que qualquer um dos outros três. Eu não posso esperar para ver aonde vamos a
partir daqui.





#Jonnor aparecendo total, amadureceram, Cenas muito boas....o melhor episodio da temporada ate agr e esta entre os cinco melhores da serie :3 comecei a ver a serie semana passada(sexta pra ser especifico) e Viciei... E que cena perfeita essa do baile... Voltei umas 10 vezes na cena "I AM Super Gay for You" .... Muito fofos... Pra ser mais que perfeita faltou apenas o beijo pra celar rsrsrsr .... To mega ansioso pelos próximos episódios e torcendo pra ABC Family se combatecer de nos e lançar mais episódios na semana kkkkkkkkkkkk não aguento uma semana kkkkkkkkk
ResponderExcluirDesculpem alguns erros de ortografia...
Excluir*compadecer