
Escrita por: Tiago Vaz
As doces e amargas surpresas da vida.
O desafio em lidar com o inesperado é algo que nos atormenta a cada piscar de olhos, a cada tique-taque do relógio, a cada batida do coração. Não estamos sozinhos nessa luta diária em busca de uma felicidade duradoura, porém nos esquecemos que para ser feliz, primeiro devemos fazer feliz quem está ao nosso lado. Nem sempre temos paciência para aguardar o reflexo dessas boas ações e assim, uma simples e inocente surpresa pode vir a nos afastar de quem amamos.
É difícil lidar com a mentira e mais complicado ainda compreender a omissão e manipulação de alguém, quando ela parte de uma pessoa muito próxima. A situação vivida por Callie é bem desconfortável, pois mesmo que ver a irmã envolvida com o seu ex-namorado não seja o fim do mundo em sua ex-vida sofrida, as ações de Mariana se construíram em meio a um falso amor fraternal consumido pela culpa. Tudo vem à tona no dia do aniversário da protagonista.
Callie não é a maior vítima do veneno destilado por Mariana. Na verdade, a maior envenenada é a própria latina, que se afunda em escolhas imaturas e em remendos que não funcionam, ampliando a laceração da confiança alheia. Fico feliz que as mães conseguem transmitir conselhos sensatos para a filha, mesmo que ela acabe fazendo do seu jeito. Toda aquela conversa de comprar um carro juntas e de que é mais fácil pedir perdão do que permissão eram tentativas de uma absolvição com a irmã. Failed.
Jude preparou uma bela surpresa para a irmã, mas me pareceu tão deslocado quanto Sofia ressentida com o pai, sem a presença de Connor. Apesar da ausência de Jonnor, a festa contou com muitos convidados desde Rafael até Rita e as meninas do Girls United. A interação desses personagens no lar Adams-Fosters rolou sem forçar a barra e com singelas demonstrações de carinho a Callie. Rita sempre dando bons conselhos a Callie, que por sua vez, segue o ciclo e repassa suas experiências para sua irmã, Sofia.
Pior do que ver Callie recusando o presente de seu pai, foi a sessão de terapia de Lena e Stef. O único ponto positivo é que tomou pouco tempo do episódio, mas antes das coisas melhorarem para o casal, seremos obrigados a acompanhar mais desse plot envolvendo defeitos, qualidades e a falta de pedreiros. Adoro a veracidade na química entre Teri Polo e Sherri Saum em The Fosters, mas vou precisar de muito Caramelo Macchiato para aguentar essas tardes no divã.
O prêmio de melhor cura para insônia vai para Brandon Foster. O rapaz consegue ser inconveniente até quando está certo a respeito da mentira de A.J. A briga com o recém acolhido foi gerada por ciúme do pai, e em breve envolverá o mesmo sentimento por Callie. Achei que o beijo entre ela e A.J. foi precipitado, uma carente afinidade para termos o que desenvolver nos próximos 4 episódios antes do hiato. Que preguiça! Preferia que Callie ficasse mais alguns episódios sozinha, sem essa necessidade de se envolver com alguém. No fim das contas, sabemos que Brallie acabará voltando para nos assombrar.
Com tropeços quase imperceptíveis, The Fosters segue apresentando uma temporada consistente e segura na reconquista do telespectador a cada episódio. Elogio o trabalho dos produtores e roteiristas nesta primeira fase da temporada, tratando com brilhantismo até algumas situações criadas de maneira embaraçosa como o envolvimento entre Mariana e Wyatt ou, como vimos neste episódio, a nostalgia de vários marmanjos em um pula-pula. Enfim, a série prova ser uma história de inovação constante onde os relacionamentos constroem uma vida de aprendizado em meio a rejeição e honestidade que supera toda frustração.
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